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Conheça os principais mitos sobre a previdência privada

Existem dezenas de mitos sobre a previdência privada, surgindo tanto de quem é a favor do investimento (e quer vender um plano para você) como de quem é contra.

Por causa disso, às vezes é muito difícil saber exatamente no que confiar e como planejar o seu futuro. Afinal, a previdência privada é confiável ou não? É preciso contar com um advogado previdenciário para ajudar nessa questão?

Nós e  a equipe do Escritório de Advocacia Marly Fagundes iremos falar dos 10 famosos mitos sobre a previdência privada para ajudar os interessados a ter mais informações antes de tomar suas decisões. Confira a seguir.

1. A previdência privada é tudo que eu preciso ter

Muita gente acredita que não precisa de mais nada além da contratação de um plano de previdência privada. Isso é um mito.

É claro que o plano contratado ajuda a garantir um futuro um pouco mais tranquilo, mas não deve ser a única fonte de renda do trabalhador. Se for possível pedir a aposentadoria junto ao INSS, faça o pedido.

Além disso, se for possível investir seu dinheiro em outras aplicações, como Tesouro Direto ou CDB, faça também. Quanto mais diversificada for a sua carteira de investimentos, melhor para o seu futuro.

2. Não existem mitos sobre a previdência privada

Essa não poderia faltar, não é mesmo? Tanto advogados previdenciários como os consumidores acreditam em tudo que ouvem falar sobre a previdência privada.

É justamente essa crença que acaba criando um ambiente fértil para a proliferação de mitos e inverdades sobre qualquer coisa. Por isso é importante fazer uma pesquisa sempre que ouvir alguma informação sobre a previdência privada e verificar todos os detalhes em fontes oficiais.

3. Só na previdência privada existem saques mensais

Muitos consumidores se interessam em contratar um plano de previdência privada, já que é “o único investimento que permite saques mensais”.

A lógica até que faz sentido: depois de décadas acostumados a receber um valor mensal, pode ser difícil se habituar com uma bolada de uma vez. Portanto, pensando assim, poderá ser benéfico receber saques mensais. Isso ajudará a manter seu estilo de vida.

E sim, a previdência privada permite saques mensais. Mas não é o único investimento em longo prazo que faz isso. O Tesouro Direto também permite receber saques mensais, assim como o investimento em Dividendos.

4. A previdência privada rende igual à Renda Fixa

Não é verdade. Primeiro porque não existe um rendimento determinado na Renda Fixa. Cada título, de cada banco, rende de formas diferenciadas.

Em segundo lugar, é muito raro encontrar uma previdência privada que tenha o mesmo rendimento que o melhor investimento em Renda Fixa possa ter. Especialmente porque qualquer 1% faz uma diferença enorme em longo prazo, por causa dos juros compostos.

5. Posso tirar dinheiro da previdência privada quando quiser

Não exatamente. Existem diferentes tipos de previdência privada e vários contratos com regras específicas.

Alguns deles não permitem a retirada do dinheiro antes de um determinado período de carência, inclusive com a aplicação de multas em caso de não cumprimento da norma.

Isso acontece porque os bancos investem o dinheiro que você paga no plano privado e podem ter prejuízos, caso tenha que retirar o valor antes do combinado.

6. Só posso fazer a previdência privada por um banco

Não é verdade. Os planos de previdência privada mais famosos são oferecidos por bancos, claro, mas existem corretoras de investimentos e outras instituições financeiras que oferecem o mesmo serviço.

Caso você tenha o interesse, é importante pesquisar as taxas de rendimento de várias instituições, especialmente porque costumam ser mais vantajosas do que as oferecidas pelos bancos.

7. Previdência privada é só para quem tem mais de 35 anos

Novamente, trata-se de um mito. Não existe uma idade adequada para fazer a previdência privada. Na verdade, quanto antes, melhor.

Isso acontece por causa dos juros compostos. Quanto mais tempo com o investimento gerando rendimentos, maior será o ganho lá no futuro.

Além disso, quanto antes começar, menor será o pagamento mensal necessário para ter o rendimento que você deseja no futuro.

Por exemplo, imagine que você queira juntar R$-1 milhão quando tiver 60 anos de idade. Se começar aos 35, terá de desembolsar R$-3.333 por mês. Em compensação, se começar aos 20 anos, só precisará poupar R$- 2.084 mensais.

8. Se o banco quebrar, eu perco minha previdência

Mais ou menos. Esse é um dos mitos mais polêmicos sobre a previdência privada, provavelmente o mais confuso também.

Ele nasce do fato da previdência privada não ter proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), ao contrário de outros investimentos como o CDB ou LCI.

No entanto, isso não significa que em caso de falência do banco ou seguradora, você não receberá seu valor de volta.

Isso só acontece em casos muito extremos (e não há grandes exemplos disso no Brasil atualmente).

Além disso, desde a publicação da Lei Complementar 109 de 2001, a previdência privada ganhou uma segurança jurídica muito grande. Há uma separação de CNPJ entre o gestor do fundo da previdência e a empresa seguradora, por exemplo .

Exemplificando: caso o gestor venha a falhar e quebrar, isso não significa que a seguradora ficará sem fundos para cobrir suas dívidas.

9. Só quem tem muito dinheiro pode fazer a previdência

Esse é um mito muito grande sobre a previdência privada. É claro que se você contar única e exclusivamente com ela para o seu futuro, terá de investir um valor considerável para ter uma aposentadoria confortável.

No entanto, isso não significa que a previdência privada é só para os ricos. Existem diferentes estratégias para usar esse recurso.

Você pode, por exemplo, investir na previdência privada como um complemento para sua pensão pública. Além disso, se começar cedo, diminuirá o valor que terá de depositar por mês.

10. Se eu tenho previdência pública, não posso ter privada

Não. Isso é, claro, um mito.

Aliás, a ideia é justamente oposta: o mais indicado é contar com as duas, tanto a pública como a privada. Não é preciso escolher.

Isso é importante pois a previdência do INSS leva em consideração uma média dos salários recebidos enquanto trabalhador. Com as novas regras depois da Reforma da Previdência, a média abrangerá ainda mais salários e, portanto, diminuirá.

Por essa razão, é importante encontrar opções para complementar a renda de aposentado para manter a mesma qualidade de vida depois que parar de trabalhar. A previdência privada é uma excelente opção nesse caso.

Como deu para observar, existem muitos mitos sobre a previdência privada. É importante esclarecer essas situações para que as pessoas possam fazer suas decisões pessoais com mais embasamento.

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